REPESCAGEM MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS

Mostra de Cinemas Africanos traz 20 filmes do continente negro a Salvador

Muitos inéditos no Brasil e todos exibidos pela primeira vez na Bahia, filmes apresentam a diversidade estética e narrativa da cinematografia africana banido no Quênia e ovacionado em Cannes, o longa “Rafiki” é um dos destaques da mostra.

Com curadoria de Ana Camila Esteves (Brasil) e Beatriz Leal Riesco (Espanha/ Estados Unidos), a Mostra de Cinemas Africanos acontece pela primeira vez em Salvador, de 22 a 28 de novembro, no Cinema do Museu do circuito Saladearte. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). A mostra reúne 20 filmes de curta e de longa-metragem dos cinemas africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil e que serão exibidos pela primeira vez na Bahia. Dirigidos por cineastas de países como Senegal, Sudão, África do Sul, Nigéria e Quênia, os filmes variam entre ficção e documentário. A programação conta também com cinco sessões comentadas por especialistas em cinema, África e temas afins à mostra. Chance rara de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticas.

Programação:

SALADEARTE CINEMA DO MUSEU
Dia 29/11 (Quinta-feira) Dia 30/11 (Sexta-feira)
20h30 – Martha & Niki 20h30 – Supa Modo
Dia 01/12 (Sábado) Dia 02/12 (Domingo)
20h30 – Vaya 20h30 – Rafiki

 

Anúncios

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – MARTHA & NIKI

MARTHA & NIKI

De Tora Mårtens. Suécia, 2016. Martha Nabwire deixou Uganda e passou a viver na Suécia com a mãe e a irmã aos 13 anos. Niki Tsappos, nascida na Etiópia, foi adotada por uma família sueca e passou também a viver no país. Juntas, elas venceram a maior competição de hip hop da Suécia e em 2010 foram disputar a final mundial da maior competição internacional de dança de rua, realizada em Paris. O documentário registra seu amor pela dança, uma pela outra e a amizade posta à prova. Um filme sobre desejos, anseios e sobre encontrar o caminho certo na vida. 1:33.

Porque assistir:
Para além de apresentar uma narrativa dinâmica, urbana e inspiradora, o documentário parte do amor de Martha e Niki pela dança para discutir questões relacionadas à identidade africana na condição diaspórica das duas dançarinas. Será exibido pela primeira vez no Brasil na programação da Mostra de Cinemas Africanos.

Saladearte Cinema do Museu:

23/11 (Sexta-feira) – 20h30

29/11 (Quinta-feira) – 20h30

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – SOLTE A VOZ (OUVRIR LA VOIX )

SOLTE A VOZ

De Amandine Gay. França, 2017.  Solte a voz é um documentário sobre mulheres negras da história colonial europeia na África e nas Antilhas. O longa reúne vozes de 24 mulheres de origem africana, entre cidadãs, ativistas, engenheiras e pesquisadoras, que falam sobre suas identidades enquanto mulheres negras vivendo na França. Os depoimentos focam na discussão das interseções entre discriminação, arte, pluralidade de vidas e a necessidade de se apropriar das narrativas de si. 2:02.

Porque assistir:
“Solte a voz” é um manifesto pela voz, presença e potência da mulher negra diante do racismo e do machismo. Nada escapa aos sensíveis depoimentos destas mulheres que, vivendo na França, a todo momento são lembradas de suas existências enquanto mulheres e negras: infância, relacionamentos, estudos, trabalho, auto estima – depoimentos que em muito se relacionam com ser mulher negra no Brasil. O filme será exibido pela primeira vez em Salvador na programação da Mostra de Cinemas Africanos.

Saladearte Cinema do Museu:

28/11 (Quarta-feira) – 18h30

*Bate-papo pós-sessão: Representatividade feminina negra: desdobramentos entre África e Brasil

 

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – NO RITMO DO ANTONOV (BEATS OF THE ANTONOV )

NO RITMO DO ANTONOV

De Hajooj Kuka. Sudão/África do Sul, 2014. O filme nos leva ao mundo dos agricultores, pastores e rebeldes das regiões do Nilo Azul e dos Montes Nuba, no Sudão, onde eles continuam cuidando da terra e dos animais, e respeitando sua cultura tradicional, apesar dos bombardeios do governo e da guerra civil. Tradicionalmente, a música faz parte do cotidiano dessas regiões, mas agora tem um novo papel em uma sociedade ferida pela a guerra e seus refugiados. 1:08.

Porque assistir:
Segundo o próprio diretor, o filme não é sobre um conflito no Sudão, mas sobre como nenhum país nos dias de hoje consegue responder às questões que envolvem a identidade dos indivíduos no planeta. A partir de um conflito local, o longa incita discussões sobre nosso lugar no mundo, e sobre como expressões culturais como a música se tornam linguagem de resistência. Premiado em diversos festivais pelo mundo, será exibido pela primeira vez no Brasil na programação da Mostra de Cinemas Africanos.

Saladearte Cinema do Museu:

23/11 (Sexta-feira) – 18h30

*Bate-papo pós-sessão: Estéticas da (r)existência em regiões de conflitos

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – VAYA

VAYA

De Akin Omotoso. África do Sul, 2016. Um trem chega a Joanesburgo vindo de KwaZulu-Natal com três passageiros: Zanele, uma jovem bailarina que deseja se consolidar como artista; Nhlanhla, um menino do interior que visita um primo que lhe promete trabalho, e Nkulu, que viajou à cidade grande para buscar o cadáver do pai. Baseadas em histórias reais, as experiências na cidade grande dessas personagens as obrigam a repensar suas atitudes diante da vida e das pessoas. 1:55.

Porque assistir:
“Vaya” é um excelente representante do cinema sul-africano contemporâneo. Flertando com algumas convenções do cinema de gênero, o longa é um drama sensível e ao mesmo tempo perturbador, ambientado no submundo da maior cidade da África do Sul, Joanesburgo. Tem destaque a direção de fotografia, premiada em diversos festivais. Será exibido pela primeira vez no Brasil na programação da Mostra de Cinemas Africanos.

Saladearte Cinema do Museu:

25/11 (Domingo) – 18h30

01/12 (Sábado) – 20h30

 

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – SUPA MODO

SUPA MODO

De Likarion Wainaina. Quênia/Alemanha, 2018. Jo, uma garota de nove anos que tem uma doença terminal, é levada de volta à sua vila rural de origem para viver seus últimos dias. Seu único conforto nesse momento difícil é sonhar em ser uma superheroína, mas sua condição de saúde não permite. A família de Jo e a comunidade local tentam tornar seu sonho possível. 1:14.

Porque assistir:
Fugindo dos clichês de “filme de doentes terminais”, “Supa Modo” comove pela doçura, humor e simplicidade de uma história para todas as idades. Estreou no Festival de Berlim 2018 e desde então tem sido exibido em diversos festivais pelo mundo. O longa foi escolhido para representar o Quênia na disputa pela indicação de melhor filme estrangeiro nos Oscar 2019. Será exibido pela primeira vez no Brasil na programação da Mostra de Cinemas Africanos.

Saladearte Cinema do Museu:

24/11 (Sábado) – 20h30

26/11 (Segunda-feira) – 18h30

30/11 (Sexta-feira) – 20h30

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – WALLAY

WALLAY

De Berni Goldblat. França, Burkina Faso, Qatar, 2017. Ady, um menino de 13 anos, não escuta mais seu pai, que o cria sozinho no sul da França. O pai decide, então, confiar Ady ao seu tio Amadou no período de férias de verão, em uma região rural de Burkina Faso, seu país de origem. Lá, aos 13 anos de idade, ele deve-se tornar um homem, mas convencido de que está só de férias, Ady entende as coisas de maneira diferente. 01h24.

Porque assistir:
O conflito entre tradição e modernidade, tão caro às diversas narrativas dos cinemas africanos, encontra em “Wallay” uma abordagem contemporânea, leve e divertida. Através da experiência de Ady é possível sensibilizar-se para as questões de cultura e identidade que persistem no indivíduo africano em diáspora no mundo inteiro.

Saladearte Cinema do Museu:

22/11 (Quinta-feira) – 20h40