MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – NO RITMO DO ANTONOV (BEATS OF THE ANTONOV )

NO RITMO DO ANTONOV

De Hajooj Kuka. Sudão/África do Sul, 2014. O filme nos leva ao mundo dos agricultores, pastores e rebeldes das regiões do Nilo Azul e dos Montes Nuba, no Sudão, onde eles continuam cuidando da terra e dos animais, e respeitando sua cultura tradicional, apesar dos bombardeios do governo e da guerra civil. Tradicionalmente, a música faz parte do cotidiano dessas regiões, mas agora tem um novo papel em uma sociedade ferida pela a guerra e seus refugiados. 1:08.

Porque assistir:
Segundo o próprio diretor, o filme não é sobre um conflito no Sudão, mas sobre como nenhum país nos dias de hoje consegue responder às questões que envolvem a identidade dos indivíduos no planeta. A partir de um conflito local, o longa incita discussões sobre nosso lugar no mundo, e sobre como expressões culturais como a música se tornam linguagem de resistência. Premiado em diversos festivais pelo mundo, será exibido pela primeira vez no Brasil na programação da Mostra de Cinemas Africanos.

Saladearte Cinema do Museu:

23/11 (Sexta-feira) – 18h30

*Bate-papo pós-sessão: Estéticas da (r)existência em regiões de conflitos

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MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – VAYA

VAYA

De Akin Omotoso. África do Sul, 2016. Um trem chega a Joanesburgo vindo de KwaZulu-Natal com três passageiros: Zanele, uma jovem bailarina que deseja se consolidar como artista; Nhlanhla, um menino do interior que visita um primo que lhe promete trabalho, e Nkulu, que viajou à cidade grande para buscar o cadáver do pai. Baseadas em histórias reais, as experiências na cidade grande dessas personagens as obrigam a repensar suas atitudes diante da vida e das pessoas. 1:55.

Porque assistir:
“Vaya” é um excelente representante do cinema sul-africano contemporâneo. Flertando com algumas convenções do cinema de gênero, o longa é um drama sensível e ao mesmo tempo perturbador, ambientado no submundo da maior cidade da África do Sul, Joanesburgo. Tem destaque a direção de fotografia, premiada em diversos festivais. Será exibido pela primeira vez no Brasil na programação da Mostra de Cinemas Africanos.

Saladearte Cinema do Museu:

25/11 (Domingo) – 18h30

01/12 (Sábado) – 20h30

 

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – SUPA MODO

SUPA MODO

De Likarion Wainaina. Quênia/Alemanha, 2018. Jo, uma garota de nove anos que tem uma doença terminal, é levada de volta à sua vila rural de origem para viver seus últimos dias. Seu único conforto nesse momento difícil é sonhar em ser uma superheroína, mas sua condição de saúde não permite. A família de Jo e a comunidade local tentam tornar seu sonho possível. 1:14.

Porque assistir:
Fugindo dos clichês de “filme de doentes terminais”, “Supa Modo” comove pela doçura, humor e simplicidade de uma história para todas as idades. Estreou no Festival de Berlim 2018 e desde então tem sido exibido em diversos festivais pelo mundo. O longa foi escolhido para representar o Quênia na disputa pela indicação de melhor filme estrangeiro nos Oscar 2019. Será exibido pela primeira vez no Brasil na programação da Mostra de Cinemas Africanos.

Saladearte Cinema do Museu:

24/11 (Sábado) – 20h30

26/11 (Segunda-feira) – 18h30

30/11 (Sexta-feira) – 20h30

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – WALLAY

WALLAY

De Berni Goldblat. França, Burkina Faso, Qatar, 2017. Ady, um menino de 13 anos, não escuta mais seu pai, que o cria sozinho no sul da França. O pai decide, então, confiar Ady ao seu tio Amadou no período de férias de verão, em uma região rural de Burkina Faso, seu país de origem. Lá, aos 13 anos de idade, ele deve-se tornar um homem, mas convencido de que está só de férias, Ady entende as coisas de maneira diferente. 01h24.

Porque assistir:
O conflito entre tradição e modernidade, tão caro às diversas narrativas dos cinemas africanos, encontra em “Wallay” uma abordagem contemporânea, leve e divertida. Através da experiência de Ady é possível sensibilizar-se para as questões de cultura e identidade que persistem no indivíduo africano em diáspora no mundo inteiro.

Saladearte Cinema do Museu:

22/11 (Quinta-feira) – 20h40

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – FRONTEIRAS (FRONTIÈRES)

FRONTEIRAS

De Apolline Traoré. Burkina Faso, Senegal, 2017. Três mulheres de origem diferentes, Adjara (senegalesa), Emma (marfinense) e Sali (burquinense), se encontram em um ônibus na rota entre Bamako (Mali) e Cotonou (Benin). Durante a viagem, elas descobrem belas paisagens de países da costa atlântica da África, mas ao mesmo tempo enfrentam problemas como pane no ônibus, roubos, violência contra mulheres e o pesadelo de atravessar as fronteiras. Para sobreviver, Adjara, Emma e Sali são obrigadas a ficar juntas e cuidar uma da outra. 01h30.

Porque assistir:
“Fronteiras” foi totalmente financiado por países africanos, e é um dos filmes da nova geração de mulheres cineastas que tratam do universo feminino em seus filmes. Uma das atrizes do filme é a Naky Sy Savane, que atuou no longa senegalês “Moolaadé” (2002), de Ousmane Sembène. “Fronteiras” foi o filme de abertura do New York African Film Festival em 2018.

Saladearte Cinema do Museu:

24/11 (Sábado) – 18h30

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS

Mostra de Cinemas Africanos traz 20 filmes do continente negro a Salvador

Muitos inéditos no Brasil e todos exibidos pela primeira vez na Bahia, filmes apresentam a diversidade estética e narrativa da cinematografia africana banido no Quênia e ovacionado em Cannes, o longa “Rafiki” é um dos destaques da mostra.

Com curadoria de Ana Camila Esteves (Brasil) e Beatriz Leal Riesco (Espanha/ Estados Unidos), a Mostra de Cinemas Africanos acontece pela primeira vez em Salvador, de 22 a 28 de novembro, no Cinema do Museu do circuito Saladearte. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). A mostra reúne 20 filmes de curta e de longa-metragem dos cinemas africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil e que serão exibidos pela primeira vez na Bahia. Dirigidos por cineastas de países como Senegal, Sudão, África do Sul, Nigéria e Quênia, os filmes variam entre ficção e documentário. A programação conta também com cinco sessões comentadas por especialistas em cinema, África e temas afins à mostra. Chance rara de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticas.

Programação:

SALADEARTE CINEMA DO MUSEU
Dia 22/11 (Quinta-feira) Dia 23/11 (Sexta-feira)
18h30 – Rafiki 18h30 – No Ritmo do Antonov
* Exibição do curta “Amor de Orí”, de Bruna Barros * Bate-papo pós-sessão: Estéticas da (r)existência em regiões de conflitos
* Bate-papo pós-sessão: Por um cinema negro, feminino e LBTQ, com a Cinequebradas 20h30 – Martha & Niki
20h40 – Wallay
Dia 24/11 (Sábado) Dia 25/11 (Domingo)
18h30 – Fronteiras 18h30 – Vaya
20h30 – Supa Modo 20h30 – Rafiki
Dia 26/11 (Segunda-feira) Dia 27/11 (Terça-feira)
18h30 – Supa Modo
18h30 – Rafiki
20h – Programa de curtas 1: parceria FestiFrance 20h – Programa de curtas 2: parceria New York African Film Festival
* Bate-papo pós-sessão: Vivências diaspóricas e diferença *Bate-papo pós-sessão: O cinema e as experiências de infância e juventude no sul global
Dia 28/11 (Quarta-feira)
18h30 – Solte a voz
*Bate-papo pós-sessão: Representatividade feminina negra: desdobramentos entre África e Brasil

 

MOSTRA DE CINEMAS AFRICANOS – RAFIKI

RAFIKI

De Wanuri Kahiu. Quênia, 2018. “Boas garotas quenianas se tornam boas esposas”, mas Kena e Ziki anseiam por algo mais. Apesar das disputas políticas entre suas famílias, as garotas resistem e permanecem amigas próximas, apoiando uma a outra na busca por seus sonhos em uma sociedade conservadora. Quando o amor floresce entre elas, as meninas são obrigadas a escolher entre a felicidade e a segurança. 01h22.

Porque assistir:
“Rafiki” se tornou um dos filmes mais importantes de 2018 por contar uma história de amor entre duas adolescentes no Quênia, um país onde a homossexualidade é considerada crime. Com uma linguagem leve e sensível, este filme desafia estereótipos e tem arrebatado plateias desde sua bela estreia no Festival de Cannes 2018. Será exibido pela primeira vez em Salvador na programação da Mostra de Cinemas Africanos.

Saladearte Cinema do Museu:

22/11 (Quinta-feira) – 18h30

* Exibição do curta “Amor de Orí”, de Bruna Barros.
* Bate-papo pós-sessão: Por um cinema negro, feminino e LBTQ, com a Cinequebradas.

25/11 (Domingo) – 20h30

27/11 (Terça-feira) – 18h30

20h – Programa de curtas 2: parceria New York African Film Festival

* Bate-papo pós-sessão: O cinema e as experiências de infância e juventude no sul global.

02/12 (Domingo) – 20h30