Festival Ornitorrinco de Dança Audiovisual – FºDA

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Maio chegou com uma programação nova para o cinema de Salvador que está FºDA, e nós da Deslimites, convidamos você para esse festival que acontecerá de 18 a 21 de maio na Saladearte Cine XIV – Pelourinho.

A programação contará com filmes documentários, Vídeos Danças Baianos curados por Bel Souza e Daniela Guimarães, Vídeos Danças Latino Americanos curados por Tamia Guayasamín (Equador) e Melissa Cañas (Argentina), e não é só isso, Performance, Bate-Papos, Batalha (AfroRagga), e muito mais. Você não pode ficar de fora!!!

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente na SALADEARTE CINE XIV, de quinta a domingo de 15h a 20h ou entrando em contato diretamente com a produção. Pacotes de ingressos terão descontos especiais.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (71) 9 91783067 (whatsapp) e nos websites http://www.saladearte.art.br e http://www.facebook.com/corpoemcasa.
”Como degustar, fruir, discutir, problematizar, enxergar as relações e diferenças destas produções? São questões como essas que mobilizam o F°DA – Festival Ornitorrinco de Dança Audiovisual.”

Programação:

Dia 18 de Maio:

*15h – SESSÃO I – A: Videodanças – apresentação: quem somos (Deslimites: Mediações Artísticas).

Apresentação da produção audiovisual dos próprios organizadores do festival que se expõem como gestores, produtores e artistas.

1-Mulher Seca (de Nirlyn Seijas e Eline Gomes. Bahia, 11’, Cor, Digital, 2015)

Uma noite ela teve um sonho. Ou foi um pesadelo? A mulher seca. A que seca. Quem é ela? Marcha até desaparecer, pálida até branquear-se, e algo Marchita hasta desaparecer, pálida hasta blanquearse, y algo se le chorrea junto al pecho, entre sus manos.

Algo con forma humana, que no nació. Desierto. Un grito en el vacío.

Desespero.

 

2- Rosas realizado no CEDAP (de Nirlyn Seijas. Bahia, 4’, Cor, Digital, 2013)

Este vídeo foi realizado para o projeto RE:Rosas da companhia Rosas, o qual convidava a fazer versões da coreografia original para celebrar os 30 anos da criação da mesma.

+info: http://www.rosasdanstrosas.be/en-home/

Coreografia Original: Anne Teresa de Keersmaeker

Música: Tempo de Pipa (de Cícero)

3- Pequenos solos para abraçar solidão – Camila de Sá. (de Thiago Cohen. São Paulo, 2’, Cor, Digital, 2015)

“o que é solidão pra você?” a partir desta pergunta, o projeto Nau[frágil] tem como espinha dorsal de suas ações um processo colaborativo, em que tece uma rede de depoimentos compartilhados e criações poéticas acerca da solidão.

4- Experimento: Corpo/espaço…(de Thiago Cohen. São Paulo, 4’, Cor, Digital, 2013)

Videodança resultado da oficina “Corpoesia” com orientação de Thiago Cohen e Anderson Jessuss realizada pela Trupe Ortaética em parceria com o Programa VAI (2013) e o CJ Helena Portugal Albuquerque.

5- Experimento coreográfico para vídeo. Nec-Etec (de Adriele Gehring, Ana Brandão, Jéssica Oliveira, Letícia Bellato, Marileide Alves e Yasmin Ribeiro. São Paulo, 4’, Cor, Digital, 2013)

Experimento coreográfico do Núcleo Experimental Coreográfico – Etec de Artes a partir de laboratórios de cartografia afetiva.

 

6- Linha de Passeio (de Ana Brandão e Thiago Cohen. São Paulo,  6’, Cor, Digital, 2013)

Estudo # 1 de videodança

 

*16:30 – SESSÃO I – B: Iberoamericana em Foco – programa curado pela Tamia Guayasamín (Equador) que oferece um panorama de obras da Rede iberoamericana de videodança também composta por um conjunto de artistas produtores de festivais e mostras de videodança:

 

1-Mergulho (de Pedro Sena Nunes [Festival InShadow]. Portugal, 8’, Cor, Digital, 2010)

Caídos num mundo aquático, movem-se como pela primeira vez numa atmosfera densa e transparente. Adivinha se um confiante sufoco, sucedido por movimentos impossíveis de concretizar, uma mobilidade reinventada numa coreografia que corta a respiração. Confrontados com a ideia de medo, a água é o elemento de maior assombro. Submersos, na agitada ilusão do tempo, os corpos nadam tesos e ternos de uma única vontade: respirar a sua liberdade.

 

2- Cotidiano – Abrochar e Desabrochar (de Yolanda M. Guadarrama [Festival Movimiento en Movimiento]. México, 2’, Cor, Digital, 2015) 

Cotidiano (Abrochar e Desabrochar) nos deixa escutar as vozes do desejo de desaparecer de vários escritores, um desejo humano de fenecer por cansaço do cotidiano. Esta obra foi originada a partir da leitura de DOCTOR PASAVENTO de Enrique Vila-Matas, que por sua vez tomou frases e sentidos de vários escritores mais, em COTIDIANO (abrochar y desabrochar) são incluídas ideias de Enrique Vila-Matas, do poeta sírio Adonis, de Robert Walser e de Samuel Becket.

“Que depravação estranha, alegrar-se secretamente ao comprovar que um se oculta um pouco.”

“A verdade mais rigorosa nos indica que tudo há de se apagar, tudo se apagará, e sim, creio que seria maravilhoso…”

<Me veio à memória uma breve carta de despedida de um paciente que tive no hospital de Manhattan e que se suicidou deixando uma breve nota ao mundo: “Tanto abrochar y desabrochar”>                                                                                              Enrique Vila-Matas

 

3- De cara al cielo (de Dixon Quitian e Soraya Vargas [Festival Videomovimiento, Dixon Quitian e Soraya Vargas]. Colômbia, 7’, P&B, Digital, 2015)

Um homem que é o mesmo homem desde o princípio, sabe o que a terra quer, sabe que é nosso lugar, nosso último lugar, que entre o ventre da terra e o povo que somos, nada somos sem ela, sua natureza é a criação, seu movimento é uma dança que germina, a mãe que nos acolhe e conforta.

A terra são todas as mulheres, que povoam de frutos nossas mesas.

A terra também é o campo de batalha, onde se encontram os corpos.

O espaço onde o movimento da mulher em harmonica coreografia com o trabalho campesino, se enaltece.

 

4- El Reflejo de tu Delirio (de Dixon Quitian com coreografia coletiva [Festival Videomovimiento, Dixon Quitian e Soraya Vargas, em coprodução com o Festival Videodanza Ecuador]. Equador/Colômbia, 4’, Cor, Digital, 2014)

Resultado del laboratorio de creación en Videodanza realizado dentro del Festival Videodanza Ecuador, ofrecido por Soraya Vargas y Dixon Quitian

 

5- “En Silencio” (de Dixon Quitian e Teofilo Mercado [Festival Videomovimiento, Dixon Quitian e Soraya Vargas]. Colômbia, MINUTOS, COR/P&B, Digital)

Videodanza adaptación de la obra afrocolombiana contemporánea “En Silencio” de la Compañía Danfroc, dirigida por Teofilo Mercado.

En la Cartagena de Indias, donde no llega la espuma del mar, la de las fronteras invisibles donde no hay acuerdos, la de la gente que sufre “En silencio”.

Compañía Danfroc – Fudación Granitos de Paz, Fundación Imagen en Movimiento.

 

6- Las Tunas: Retrato de un Pueblo (de Ximena Monroy y Paola de la Concha. México, 10’, Cor, Digital, 2010)

En el pueblito de Santiago Miahuatlán, Puebla, se abrió por primera vez la convocatoria para un taller de danza contemporánea, en el que participaron siete adolescentes. Entre trompetas de banda, texturas de la feria patronal y tunas de cactus, vemos un retrato de Miahuatlán a través de sus movimientos cotidianos, sus pausas, sus colores y sus danzas contemporáneas.

At Santiago Miahuatlan, Puebla, it was opened the call for the first contemporary dance workshop, in which seven teenagers participated. Among trumpets, patron saint’s day festival textures and cactus fruits (tunas), we see a Miahuatlan portrait through its daily movements, pauses, colors and contemporary dances.

 

7- Si es necesario es preciso flotar (de Colectivo loquetuquieras. México, 11’, Cor, Digital, 2015)

Pieza colectiva realizada dentro del Laboratorio de Creación de Videodanza Agite y Sirva 2013 impartido por Jean-Baptiste Fave, Ximena Monroy & Paulina Rucarba, gracias al apoyo del PECDA Oaxaca 2012-2013. Finalización en agosto 2015, en el marco de la Residencia Internacional de Videodanza “Comunidades Híbridas”. Colectivo loquetuquieras conformado por Laura Vera, Giovanni Adrián Ortega, Amira Ramírez, Carla Pais, Álvaro Buenaventura, Argelia Alonso, Manuel Badás, Giorgia Minisini, Eduardo Rucarba, Ximena Monroy, Jean-Baptiste Fave, Paulina Rucarba, Isabela Matus y Mahsa Luna Llena.

 

8- Tiempo (de Marco Terán, Galo Terán e Paola Carrasco [Festival Internacional MIVA, Ecuador]. Quito-Equador, 3’, Cor, Digital, 2016)

El no movimiento como movimiento, la pausa como el eco, la vida en los extremos…….y el centro nuestro ser.

 

9- SZiS (de Silvina Szperling [VideodanzaBA]. Argentina, 11’, Cor, Digital, 2005)

Un viaje a través de tres generaciones de mujeres.

 

10- Despedida (de Silvina Szperling [VideodanzaBA]. Argentina, 3’, Cor, Digital, 2015)

Este ejercicio de videodanza fue realizado en el festival Oberá en cortos 2015, como un cierre integrado de tres talleres: Videodanza a cargo de Silvina Szperling, Asistencia de Dirección a cargo de Mónica Barbero y Sonido a cargo de Hernán “Cachai” Ruiz Navarrete.

 

11- Ejercicio de un Discurso Amoroso (de Brisa MP [FIVC, Chile]. Argentina, 3’,  Cor, Digital, 2011)

Ejercicio de un Discurso Amoroso es un video que pretende ironizar las construcciones de género, en una primera aproximación los textos (audios) se chocan entre sí siempre entrelazados con la frase “Esa no soy yo” , pero en momentos se intenta desarrollar una tercera cosa a partir de los dos audios y la imagen. La imagen se realiza en torno al audio a veces de manera contrapuesta, sugerente y otras definitivamente obvia.

Las representaciones culturales sobre las mujeres tanto tradicionales como no, son meras representaciones impuestas y asumidas como un especie de personaje que se transviste en comparación constante con lo que es “propio o in-propio”.

*17:40 – Bate-papo: Produtores-dançarinos.

 

*18:30 – SESSÃO II A:

1 – Sua Dança: Você se sente profissional da dança?

O quadro SUA DANÇA é uma série especial produzida pela associação Conexões Criativas em parceria com a TVE. Vai ao ar anualmente desde 2008, com o objetivo de ampliar a visibilidade para questões específicas, valorizar o artista, despertar o interesse geral e aumentar a articulação entre classe e sociedade, o SUA DANÇA dá voz aos profissionais da dança, que nestes quadros discutem economia, processos artísticos, espaços alternativos, políticas públicas, iniciativas independentes, curadoria em dança, sua importância, impactos e reflexos.

 

2- Filme: estudantes FUNCEB:

Corpos Híbridos (de Caique Melo, Meirejane Lima, Rony Timas, Andreia Tavares e Darlan Orrico. Bahia, 3’, Cor, Digital, 2017)

Três corpos híbridos andam vagos pela sala. Em uma colisão física, um estranhamento para se identificarem enquanto sujeitos. Ao dançarem juntos, reconhecem suas particularidades e a força do coletivo.  

 

SESSÃO II B:

3 – Esse Amor que nos Consome (de Allan Ribeiro. Rio de Janeiro, 80’, Cor, Digital, 2012)

Gatto Larsen e Rubens Barbot são companheiros há mais de 40 anos. Eles acabam de se mudar para um casarão abandonado no centro da cidade, onde ensaiam com sua companhia de dança. O dia-a-dia da dupla envolve a criação artística e a crença nos orixás. Através da dança, eles marcam os territórios do Rio de Janeiro.

 

4 – *Performance: “Experimento de dança: Negras Utopias” (de Edu Guimarães e Bruno Novais)

Diante de tantas vulnerabilidades em que o povo negro e a comunidade LGBTQI ainda estão expostos, quantas guerras terão que ser vencidas por um pouco de afeto?

‘’Negras Utopias’’ são experimentos de dança performance que propõe uma reflexão sobre a relação dos temas negritude e homoafetividade, a partir do recorte em ‟homens gays negros‟. Borrando as fronteiras entre os gêneros e linguagens artísticas em relação com o ambiente urbano mutável, relação afetiva de proximidade e transformação.

Em tempos de processos de descolonização, projetar negras utopias é reconhecer e respeitar a multiplicidade de formas de ser e de expressar a sexualidade, o prazer, o erotismo e o amor, percebidos como parte inerente de nossa dimensão humana.

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Dia 19 de Maio

*15:30h – SESSÃO III – A: Filme: estudantes FUNCEB

1- O Que For, Quando For, É O Que Será O Que É (de Taila Samile, Sauara Santos, Douglas Rodrigues, William Santanna e Reilane Silva. Bahia, 3’, Cor, Digital, 2017)

O trabalho proposto no vídeo aborda situações que nos deparamos no dia a dia, os sentidos, o renascimento, a vida e talvez a morte. Com um elenco de 5 componentes, cada um com sua personalidade o que faz com que o trabalho fique ainda mais potente.

 

*SESSÃO III-B: PROPOSIÇÕES BAIANAS.

Programa Curado por Bel Souza e Daniela Guimarães – (Bahia) que contém Danças Audiovisuais baianas, produzidas na última década e nos introduz de maneira ágil no que temos feito por estas latitudes:

1- Sensações Contrárias (de Amadeu AlbanJorge AlencarMatheus Rocha . Bahia, 5’, Cor, Digital, 2007)

Criado e dirigido por Amadeu Alban, Jorge Alencar e Matheus Rocha, o filme é ambientado no Recôncavo Baiano, região de passado coronelista. Dentro de um ambiente provinciano-decadente, desenvolve-se a noção de borrão, em que os eventos coreográficos e imagéticos se dão por aparentes acidentes, falhas e descontinuidades, num limite entre realismo cotidiano e surrealismo.

 

2- Chaturanga (de Laís Rocha. Bahia, 6’, Preto e Branco, Digital, 2013)

Uma proposta coreográfica que visa discutir, através do videodança a essência do jogo de xadrez, sob uma configuração atual, onde a dramaturgia do vídeo junto com a movimentação dos intérpretes é baseada na disputa da conquista do Xeque Mate.

 

3- Trilhos e Estações (de Lilian Graça. Bahia, 11’, Cor, Digital, 2016)

A videodança utiliza-se de fotografias antigas superpostas e, em contraste, às imagens atuais de ferrovias. O movimento da dança costura as imagens dos dois tempos. O percurso de trem da Calçada a Paripe é utilizado para a concepção da montagem da performance. A pesquisa coreográfica tem como motivação o movimento do corpo do dançarino em relação ao espaço arquitetônico das estações e do trem, além do movimento do corpo do cidadão – passageiro.

 

4- Andaluz (de Daniela Guimarães e Llano. Bahia, 11’, Preto e Branco, Digital, 2016)

É uma viagem onírica gerada a partir de jogos de composição entre Corpo-Câmera-Arquitetura- Luz natural. Sustenta-se na improvisação, onde o acaso e as estruturas abertas da dramaturgia são elaborados pelo diálogo entre as linguagens da dança e do cinema. Anda luz é um sistema de portais conectados, é a passagem do tempo, é a memória no corpo: a vida em construção.  Anda luz foi criado para a Bienal de Dança de Juiz de Fora, MG, Brasil, 2016.

 

5- Vermelho (de Ludmila Pimentel. Bahia, 3’, Cor, Digital, 2015)

Experimento videográfico de Mirella Misi e Ludmila Pimentel. Uma mulher, um corpo de vermelho descendo escada abaixo…à deriva…

Música de Ashok Mazumdar.

 

6- Raiz Aérea (de Bel Souza e Patrícia Leal. Bahia, 13’, Cor, Digital)

Raiz Aérea é uma experiência de sonhos e lembranças que emergem de Errática, trabalho cênico de Patrícia Leal. A videodança traz resquícios, traços e olhares plurais que ficaram no corpo e na imagem, ressignificando aquilo que é comumente considerado erro: a câmera que treme, as cores hipersaturadas, o excesso ou falta de luz.  Raiz Aérea foi construída com registros da primeira turnê do espetáculo, reconfigurados por Bel Souza, que participou da primeira montagem. Uma construção de coletivos momentos, que se articulam de forma não linear em uma experiência que transita entre o onírico e as memórias dos que as viveram.

 

7- Isto é Apenas Uma Mulher com um Pano na Cabeça (de Márcio Nonato e Rodrigo Luna. Bahia, 12’, Cor, Digital, 2011)

Colocar o pano é lançar-se na luz da incerteza.

A incerteza das coisas é o aqui que nos faz enxergar.

Se há uma certeza é a casa. Como um oceano de imagens, metáforas, sons, texturas, onde os mares silenciosos dessas mulheres ecoam entre si. Submergir junto com elas, pois o único terreno firme passa a estar do pano para dentro. Criar, ecoar, espiralar, continuar, renascer. Um abismo de pés no chão.

Nove mulheres com rostos cobertos que precisam que o observador tenha a mesma coragem de lançar-se na incerteza do branco. Branco de portas, janelas, corredores, pias, salas, cozinha, quintal, da casa toda.

Isto é apenas uma mulher com um pano na cabeça? Ao entrar neste espaço, a afirmação dá lugar à pergunta.

 

8- Sob Rasura (de Alex Soares. Bahia, 11’, Cor, Digital, 2014)

Videodança de Alex Soares com o Balé Teatro Castro Alves. Idealização e Coordenação: Luiza Meireles. Preparação Corporal: Luiz Roberto da Silva. Elenco: Ajax Vianna, Angela Bandeira, Dina Tourinho, Konstanze Mello, Lilian Pereira, Luis Molina, Luiza Meireles, Maria Angela Tochilovsky.

 

9- Gretas do Tempo – Memórias de uma Memória [2] (de Ivani Santana. Bahia, 6’, Cor, Digital, 2014)

A memória do bailarino e a memória da cidade foram entrelaçadas durante o processo criativo buscando uma sinergia entre os traços e reflexões dessas lembranças e aquilo que os arredores do Palácio Rio Branco nos oferecia quanto traços da história de Salvador. O quebra-mar da marinha, o Forte São Marcelo, o subsolo do Mercado Modelo, os jardins do próprio Palácio, o mar e a Praça da Sé tornaram-se cenários dessas memórias do corpo no conjunto de videodanças criado no projeto artístico GRETAS DO TEMPO.

Não apenas utilizamos a linguagem da videodança como também exploramos o corpo-sonoro de cada bailarino para construir a trilha de cada vídeo que deve ser escutado com fone de ouvido e, de preferência, com fones supra-aurais (aqueles que cobrem a orelha isolando parcialmente a audição dos ruídos ambientes).

Ver, escutar e perceber a dança por novos prismas.

 

10- Paixão Nacional (de Gabriela Leite, Lucas Valentim e Márcio Nonato. Bahia, 8’, Cor, Digital,  2010)

O que determina o fato de brasileiro ser sinônimo de cerveja, bunda e futebol (CBF)? Esta obra aproxima videodança e publicidade com o objetivo de sublinhar eventos, apontar clichês e promover erros na matriz. Isso por acreditar que boa parcela da razão da permanência desse paradigma como “verdade socialmente estabelecida” se dá pela repetição de padrões que resultam em hábitos. CBF é o item de venda, a mercadoria. Compre e tente entender quanto há dessas referências em nossos corpos.

 

11- Laje do Céu (de Leo França. Bahia, 15’, Cor, Digital, 2012)

Laje do Céu é um lugar que existe na Geografia e no imaginário. No topo da serra de Itiúba, encontra-se este grande lajedo de pedra com uma pequena capela e fortes correntes de vento. O lajedo é um chão firme de pedra onde se pode pisar, já o céu ninguém toca. Entre o que se pode pisar e ninguém tocar se encontra a laje. A Laje do Céu é onde se perde o chão onde se pisa e cria-se um novo lugar para tocar, é um lugar imaginário que existe.

Movimentação de motoboys, crianças jogando videogames ou brincando de pneus, pessoas atravessando a linha do trem: as simples ações dos moradores de Itiúba e a própria dinâmica da cidade foram pensadas como composições coreográficas, ganhando outros sentidos estéticos e políticos. Não há no filme qualquer preocupação com fidelidade ou reconstituição de memórias, mas antes uma proposição artística em consonância com as mudanças e condições atuais da cidade

Nessa experiência audiovisual e poética, vídeo e dança abrem espaço para reinventar uma cidade através de olhares coreográficos. Essa perspectiva atravessa os diferentes tempos sem pretender contar uma história, apenas pelo desejo e cumplicidade de construir um tempo movido pelo afeto.

 

*16:20h – Dinâmica: E a pipoca roda…

Entre criadores e público interessado, onde teremos a oportunidade de saber mais sobre as motivações, formas de fazer e expectativas de todos os envolvidos.

 

*18:30h – SESSÃO IV-A: Filme – estudantes da FUNCEB

1- Pedaço de Mim (de Everton Barbosa, Ygor Máximo, Livia Tavares, Jonilson Santos e Alexandre Santos. Bahia, 4’, Cor, Digital, 2017)

O passado está em cada pedaço do nosso corpo e nos espaços cotidianos-um pedaço de mim é a nossa história.

 

*SESSÃO IV-B:

1- Mestre King e as Figuras Masculinas da Dança na Bahia (de Bruno de Jesus. Bahia, 33’, Cor, Digital, 2016)

O documentário passeia por vida e obra de Mestre King, através de depoimentos do próprio dançarino e de jovens artistas influenciados por ele. Entre eles, os coreógrafos Matias Santiago, Clyde Morgan, Amilton Lino e Luis Bokanha, além de artistas de outras áreas como o percussionista Gabi Guedes.

 

2- [LANÇAMENTO]Este Não é um Documentário Qualquer: 10 anos de (r)Existência da Qualquer um dos 2 Companhia de Dança (de André Vitor Brandão. Pernambuco, 32’, Cor, Digital, 2017)  

Documentário em homenagem aos 10 anos da Qualquer um dos 2 Companhia de Dança sediada no Vale do São Francisco abordando o percurso artístico, político e conceitual da companhia. Através de depoimentos, imagens de arquivos e refilmagens de trechos dos espetáculos mais recentes do grupo o vídeo constrói uma narrativa em torno do passado, do presente e do futuro da companhia.

 

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Dia 20 de maio

*15h – SESSÃO V:

Gaga, o Amor pela Dança (de Tomer Heyman. Israel/Suécia/Alemanha/Holanda, 100’, Cor, Digital, 2015)

O documentário acompanha a trajetória do coreógrafo israelense Ohad Naharin, ao longo de oito anos na companhia de Dança Batsheva, de Tel Aviv, capturando momentos de ensaios íntimos e mostrando o extenso material de arquivo inéditos.

*17h Atividade: Batalha Esquente All Style (AfroRagga)

 

*19h – SESSÃO VI-A:  Sua Dança: Você dança?

O quadro SUA DANÇA é uma série especial produzida pela associação Conexões Criativas em parceria com a TVE. Vai ao ar anualmente desde 2008, com o objetivo de ampliar a visibilidade para questões específicas, valorizar o artista, despertar o interesse geral e aumentar a articulação entre classe e sociedade, o SUA DANÇA dá voz aos profissionais da dança, que nestes quadros discutem economia, processos artísticos, espaços alternativos, políticas públicas, iniciativas independentes, curadoria em dança, sua importância, impactos e reflexos.

 

SESSÃO VI-B:

Nelson Triunfo: O Pai do Hip Hop Nacional (de Caue Angeli e Hernani Ramos. São Paulo, 86’, Cor, Digital, 2014)

Nascido no sertão de Pernambuco, o dançarino, compositor e ativista social radicado em São Paulo é um

os precursores da black music no Brasil. Batendo de frente com a ditadura militar para fincar as raízes da cultura de rua, Nelson Triunfo se tornou referência para toda uma geração.

O documentário traz depoimentos de nomes consagrados do Hip Hop Nacional e presta um tributo ao grande Triunfo, que em 2014 completou 60 anos de uma vida dedicada à arte.

 

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Dia 21 de maio

*15h – SESSÃO VII-A: VídeoDanças estudantes FUNCEB

1- Aurora (de Flávio Bueno, Fernanda Fonseca, Arieli Batista, Luana Fulô e Eron Pimenta. Bahia, 4’, Cor, Digital, 2017)

Mais de 20 anos de ditadura, 434 mortes e desaparecimentos confirmados pela CNV (Comissão Nacional da Verdade), milhares de pessoas perseguidas e torturadas. E o sabemos de fato? Tão pouco quanto nos é contado. Livros, jornais, revistas, internet, nada é suficiente reconstruir este capítulo rasurado com sangue em nossa história. Nossos heróis não têm monumentos, ruas, ou avenidas em sua homenagem, a eles só restam as cicatrizes e as perdas que o espelho insiste em relembrar.

 

2- Suicídio (de Carolina Miranda, Darlan Hilitom, Fernanda Rachel, Lilia Peixoto e Marcus Vinicius. Bahia, 4’, Cor, Digital, 2017)

 

*SESSÃO VII-B: VideoDanças: Mulheres Sementes (Curadoria Melissa Cañas – Argentina)

Essa curadoria reúne artistas de vários países que estão se alinhando com poéticas feministas:

1- Nigra (de Marta Arjona. Espanha, 9′, Cor, Digital, 2016)

Ela se calou demais. Como consequência de seu silêncio se esqueceu de muitas coisas, e hoje, sem querer, abre a porta do baú de memórias para se dar conta de que o futuro é fruto do que cultivamos no passado e no presente.

 

2- Promenade (de Proyecto en Bruto. Argentina, 9’, Cor, Digital, 2015)

Este videodança promove a aproximação entre dança, vídeo e arquitetura tecendo uma trama que desenha uma recorrência entre as dimensões poéticas e geométricas do espaço.

 

3- Conversas de Jardim (de Diana Salcedo. Colombia, 12’, Cor, Digital, 2016)

As memórias tomam vida de formas diferentes, dos objetos para o corpo e o lugar que eles habitam. Alguém deveria notá-los e iniciar uma conversa com eles. Conversas de Jardim é uma instalação exibida em Planta ½ curada por La Séptima K em dezembro de 2014. O filme envolve uma série de fotografias, uma performance e uma instalação audiovisual. Em 2016, uma versão em videodança foi exibida no “Major Major 2016 show” na Nova Escola, em Nova York.

 

4- Se Deus fosse Mulher (de Danza Okupa, Remanche Ensamble e Pablo Velasco Cine. Equador, 13’, Cor, Digital, 2015)

“Se Deus fosse Mulher” é um projeto do DANZA OKUPA, e foi dançado por vários elencos desde 2012. Este experimento audiovisual é um trabalho colaborativo do Danza Okupa, Remanche Ensamble e Pablo Velasco Cine.

 

5- Metal Líquido, un dejá vu con Ogúm (de Dinah Schonhaut. Argentina, 9’, Cor, Digital, 2013)

Ela está imersa em um espaço que remete a Ogúm, orixá dono dos metais, cuja energia essencial é a violência. Corre em círculos a partir de um sucesso do passado. A repetição se vê detida por imagens que um edifício próximo desperta suas recordações. Sem pensar, se lança atrás de sua intuição que a leva a internar-se em um espaço sórdido apesar de familiar. Uma experiência próxima de um dejá vu a leva ao encontro com um homem; e através do vínculo com ele, revive e atualiza as experiências que a levaram ao círculo de repetições em que corre perpetuamente.

 

6- “Absque Facie”, Los ciclos (de Aadrubal Gómez e Sara Sansonetti. Venezuela, 9’, Cor, Digital, 2016)

Absque Facie significa “sem rosto” em Latim. A busca e os ciclos para chegar a raíz de nossa própria transformação, também representa a introspecção e o processo de identidade.

 

7- Enquanto Seu Lobo Não Vem (de Cynthia Domenico. Brasil, 7’, Cor, Digital, 2016)

Videodança protagonizada por Marina Massoli, inspirada no conto infantil Chapeuzinho Vermelho, apresenta um universo onírico e imagético presente fortemente na contemplação da criança no contato com a natureza. Sensorial, subjetivo, experimental, Enquanto Seu Lobo Não Vem é uma versão contemporânea da história da menina, seu passeio, e seu encontro com o lobo.

 

8- XXI (de Dani Bustos Pellerano e Wanda Balbé. Argentina/Chile, 2’, Cor, Digital, 2016)

Arranco de minhas mãos a escolha, entrego minha voz à boca do abismo.

 

*17h – SESSÃO VIII-A:

Programa Sua Dança: O público é importante pra você?

O quadro SUA DANÇA é uma série especial produzida pela associação Conexões Criativas em parceria com a TVE. Vai ao ar anualmente desde 2008, com o objetivo de ampliar a visibilidade para questões específicas, valorizar o artista, despertar o interesse geral e aumentar a articulação entre classe e sociedade, o SUA DANÇA dá voz aos profissionais da dança, que nestes quadros discutem economia, processos artísticos, espaços alternativos, políticas públicas, iniciativas independentes, curadoria em dança, sua importância, impactos e reflexos.

 

SESSÃO VIII-B:

Documentário: DanzaSur (de Tamara González M. y David González C. Chile, 75’, Cor, Digital, 2015)

“Dança Sur- Cena Contemporânea” é um documentário realizado entre 2013 e 2014 sobre o estado da dança contemporânea na América do Sul, entrando nas realidades do Chile, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Brasil e Argentina, e aprofundar nas práticas pessoais e coletivas de 130 fazedores da dança.

Mais de 130 entrevistados em oito países do Cone Sul. Uma verdadeira viagem de imagens que vai ilustrando como a dança contemporânea é realizada na América do Sul, narrado por seus principais representantes.

Este documentário capta as maneiras de conceber esta disciplina, apresentando uma visão geral sobre o modo como a dança se desenvolve, resgatando os corpos e o contexto sócio-cultural que dão vida ao trabalho criativo e artístico, além de compartilhar reflexões em torno o que significa fazer parte desta identidade sul-americana.

 

*19h – Lançamento do Livro: “DanzaSur: viagem pelo continente das maravilhas”
*Festa de encerramento: Pachenga e Festa (Projeto Pachamãe)

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