MOSTRA ENCONTRO COM O CINEMA BAIANO

A Mostra Encontro com o Cinema Baiano acontece nos dias 26, 27 e 28 de setembro, de sexta a domingo, no Cinema do Museu e Cine Vivo. Os ingressos custam R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia-entrada).

CINEMA DO MUSEU

Dia 26/09 (sexta-feira)

15h: Pinta

De Jorge Alencar. Brasil, 2013. Documentário.16 anos.1:12. Documentário experimental do diretor Jorge Alencar sobre o tema da sexualidade. O filme voluntariamente underground e trash apresenta performances, colagens e outros momentos que se comunicam de maneira intermitente.

17h: Samba Riachão

De Jorge Alfredo, Brasil, 2001. Documentário. Livre. 1:20. O filme tem como pano de fundo a sinuosa biografia do sambista octogenário Clementino Rodrigues “o Riachão”. O diretor Jorge Alfredo oferece uma visão panorâmica do samba na Bahia. O homenageado personifica a imagem do malandro: terno de linho branco, chapéu, camisa semiaberta, sapato mocassim e muitos anéis e colares, tornando-se uma das figuras mais emblemáticas da história da música brasileira. Samba Riachão é composto por uma série de depoimentos de personalidades do cenário musical baiano como Caetano Veloso, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Gilberto Gil e Dorival Caymmi.

19h: O homem que não dormia

De Edgard Navarro, Brasil, 2011. Drama. 16 anos. 1:38. Numa mesma noite, cinco pessoas de uma cidadezinha do interior são acometidas por um mesmo pesadelo envolvendo um homem sinistro e um tesouro enterrado. Com a chegada de um misterioso peregrino, o vilarejo é arrebatado da rotina medíocre e os personagens são lançados num vórtice de acontecimentos insólitos. Será assim que cada um terá sua verdade trazida à luz e se libertará do jugo perverso das hipocrisias, medos e doenças, assumindo as rédeas de seus destinos e reescrevendo suas vidas.

21h: Breviário do Horror

De Fábio Rocha e Flávio Lopes. Brasil, 2013. Documentário/Ficção. 14 anos. 1:20. A violência explode nos grandes centros urbanos. O medo se apresenta como uma experiência aguda, neste contexto, um fenômeno chama a atenção: a ascensão da cultura do ódio. Esta é a questão levada a efeito, na experiência de se deixar contaminar pela pulsão dos gritos que emergem das ruas.

Dia 27/09 (sábado)

15h: Cascalho

De Tuna Espinheira. Brasil, 2005. Drama. 14anos. 1:44. Coronéis, garimpeiros e civis comuns, todos motivados pela ambição, vão para Chapada Diamantina, na busca desenfreada para enriquecerem com os minérios do local, na década de 30. Com muitas brigas e muito esforço, contando sempre com a sorte, eles conseguiam pequenas fortunas que rapidamente eram gastas em prazeres passageiros e gastos descontrolados.

17h: Antonio Conselheiro – Taumaturgo dos sertões

De Walter Lima. Brasil, 2012. Drama. 10 anos. 1:30. Este longa conta a história do encontro de Antônio Conselheiro, ressurgindo nos sertões da Bahia, com seu próprio mito no imaginário popular. O filme é uma metáfora sobre os sertões, uma epopéia da saga desse peregrino. A obra se desenvolve seguindo duas linhas: a do sagrado ou apostolado, e a da campanha militar. A confluência dessa narrativa se dá no reencontro dos mitos do Cel. Moreira Cezar e do Antônio Conselheiro, o primeiro como Anticristo e o segundo como Iluminado. Em comum ambos têm a morte que os transformou em mito no imaginário popular, tal como o Demônio e o Santo. Um vive pelo outro. Ambos morrem, mas o mito, atemporal, sobrevive.

19h: Esses moços

De José Araripe Jr. Brasil, 2004. Comédia. Livre. 1:26. Darlene e Daiane são duas meninas que fogem do interior e chegam a Salvador. Lá encontram Diomedes, um senhor idoso que está desmemoriado, perdido nas ruas, sem saber quem é, nem onde mora. Juntos, os três exploram a cidade. Darlene, a menina mais velha, tem a ideia de ganhar dinheiro com esmolas, por conta da piedade que o velho desperta nas pessoas. Ainda assim, os três constituem uma espécie de família informal, em que Diomedes é capaz de conduzir as meninas para seu mundo, onde afeto e solidariedade têm espaço para existir. A jornada que viverão em 48 horas mudará suas vidas e abrirá possibilidades de escolha inesperadas para os três.

21h: Tudo Isto Me Parece Um Sonho

De Geraldo Sarno. Brasil, 2008. Documentário/Ficção. 14anos. 2:30. Misturando documentário e ficção, o longa mostra uma pesquisa sobre a vida do General Abreu e Lima, pernambucano que participou, ao lado de Bolívar, de batalhas que libertaram Colômbia, Venezuela e Peru da coroa espanhola.

Dia 28/09 (domingo)

15h: Brilhante

De Conceição Senna. Brasil, 2005. Documentário.14 anos.1:15. O longa narra o processo de transformação de uma pequena cidade brasileira, Lençóis, no interior da Bahia. Uma comunidade cuja manifestação cultural é essencialmente afro-brasileira (oitenta por cento da população é negra), decadente e vivendo basicamente da extração de pedras preciosas e que, a partir das filmagens de Diamante Bruto, deu um salto para a modernidade, transformando-se em pólo turístico.

17h: Rabeca

De Caetano Dias. Brasil, 2013. Documentário. 14 anos. 1:11. Eder Fersant, jovem músico radicado na Bahia,em uma viagem de Irecê à Correntina, revela os mitos regionais, os personagens, os sons e a riqueza cultural do sertão nordestino, apresentando cruamente o desaparecimento da tradição dos mestres rabequeiros. A Rabeca, instrumento que acompanha o músico durante a viagem, é utilizada como elemento de ligação entre os personagens no filme. O foco da narrativa nos conduz à história de personagens como Dona Dominga da Rabeca, octogenária e mestre rabequeira.

19h: Cuíca de Santo Amaro

De Joel Almeida e Josias Pires. Brasil, 2011. Documentário. 10 anos.1:14. Entre 1930 e 1964, o controverso e irreverente cordelista baiano Cuíca de Santo Amaro teria produzido cerca de 100.000 folhetos, ilustrados por Sinésio Alves. Nos textos, abordava desde o custo de vida, os crimes presentes nas páginas policiais e até as manobras dos líderes envolvidos na Segunda Guerra Mundial, como Hitler e Stálin. As historinhas, muitas vezes obscenas, vendiam facilmente nas feiras de Salvador. Cuíca foi transformado em personagem dos escritores Dias Gomes e Jorge Amado e de filmes de Roberto Pires e Anselmo Duarte.

21h: A Coleção Invisível

De Bernard Attal. Brasil, 2012. Drama. 14 anos. 1:29. A família de Beto (Wladimir Brichta) é dona de uma tradicional loja de antiguidades em que está passando por uma crise financeira. Para tentar solucionar este problema ele se lança numa viagem até a cidade de Itajuípe, interior da Bahia, atrás de uma coleção raríssima de gravuras que foi adquirida há 30 anos por um antigo cliente, o colecionador Samir (Walmor Chagas). Entretanto, logo ao chegar Beto enfrenta uma forte resistência da esposa dele e de sua filha Saada (Ludmila Rosa).

CINE VIVO

Dia 26/09 (sexta-feira)

14h: Olho a’dentro- Povo Cigano

De Camila Camila. Brasil, 2013. Documentário. Livre. 1:15. É um encontro com a vida cotidiana da cultura cigana através do olhar feminino. O nosso, como mulheres documentaristas, e o delas, como ponte de entendimento e vivência dessa estrutura social.

16h: Jardim das Folhas Sagradas

De Pola Ribeiro. Brasil, 2010. Drama. 14 anos. 1:30. Salvador. A expansão imobiliária da cidade, decorrente de sua modernização, faz com que o candomblé, tradicional religião afro-brasileira ligada à natureza, seja afetada. A causa é que o candomblé pede a existência de lugares amplos e naturais, para a realização de sua liturgia. É neste contexto que Miguel Bonfim (Antônio Godi), um ex-bancário que é filho de uma yalorixá e um jornalista de esquerda, decide criar o Jardim das Folhas Sagradas. Sem conseguir um local na cidade, ele decide montá-lo na periferia. Por questionar o sacrifício de animais, Bonfim resolve fazer um terreiro modernizado e descaracterizado. Só que esta decisão lhe traz graves conseqüências.

18h: Filhos de João – O admirável mundo novo baiano

De Henrique Dantas. Brasil, 2009. Documentário. 10 anos. 1:16. O documentário conta a história do grupo musical Novos Baianos. O filme se concentra em um dos períodos mais férteis e efervescentes da produção musical brasileira – final da década de 1960 época em que o grupo eclodiu. Foi neste período que João Gilberto, recém chegado dos Estados Unidos, começou a conviver com os Novos Baianos, tornando-se uma espécie de guru.. Com extrema sensibilidade, e absoluta despretensão, transformou a mentalidade daqueles jovens irreverentes e mudou o rumo da MPB.

20h: Aprender a ler pra ensinar meus camaradas

De João Guerra. Brasil, 2013. Documentário. Livre. 1:24. Acompanha a jornada de dois músicos angolanos que viajam até a Bahia-Brasil em busca de traços de uma ancestralidade perdida. Além de fazer um grande show, no trajeto eles encontram diversos músicos enquanto investigam elementos de sua própria identidade e assim são provocados e confrontados por estas descobertas. Um documentário musical que trata de uma herança angolana fora de Angola e reencontrada através da música.

Dia 27/09 (sábado)

14h: Pra Lá do Mundo

De Roberto Studart. Brasil, 2012. Documentário. Livre. 1:18. Um lugar deslumbrante cheio de magia, um vale escondido a 1000 metros de altitude, na região da Chapada Diamantina, onde pessoas de diferentes nacionalidades buscaram refúgio, deixando grandes centros urbanos para uma ruptura radical com a sociedade de consumo. Eles transformaram o local em um centro de experimentação, diversidade e conflitos ideológicos, que ao mesmo tempo encantam e ameaçam a vida da comunidade.

16h: Trampolim do Forte

De João Rodrigo Mattos. Brasil, 2010. Drama. 16 anos. 1:30. Felizardo e Déo são dois garotos pobres que moram em Salvador e ganham a vida vendendo picolés para ajudar na renda familiar. Os dois sonham com uma vida melhor, e enquanto trabalham nas ruas, conhecem as propostas de trabalho ilegal, a paixão pela bela Tetéia e também o perigoso Tadeu, o Rei das Criancinhas. Para escapar da dura realidade, o maior prazer de Felizardo e Déo é pular de trampolim.

18h: Capitães de Areia

De Cecilia Amado. Brasil, 2011. Drama. 14 anos. 1:36. Pedro Bala (Jean Luís Amorim), Professor (Robério Lima), Gato (Paulo Abade), Sem Pernas (Israel Gouvêa) e Boa Vida (Jordan Mateus) são adolescentes abandonados por suas famílias, que crescem nas ruas de Salvador e vivem em comunidade no Trapiche junto com outros jovens de idade semelhante. Eles praticam uma série de assaltos, o que faz com que sejam constantemente perseguidos pela polícia. Um dia Professor conhece Dora (Ana Graciela) e seu irmão Zé Fuinha (Felipe Duarte), que também vivem nas ruas. Ele os leva até o Trapiche, o que desencadeia a excitação dos demais garotos, que não estão acostumados à presença de uma mulher no local. Pedro consegue acalmar a situação e permite que Dora e o irmão fiquem por algum tempo. Só que, aos poucos, nasce o afeto entre o líder dos Capitães da Areia e a jovem que acabou de integrar ao bando.

20h: Eu me lembro

De Edgard Navarro. Brasil, 2006. Drama. 16 anos. 1:48. A vida de um jovem desde seu nascimento até à fase adulta, acompanhada em paralelo aos acontecimentos do Brasil nas décadas de 50, 60 e 70.

Dia 28/09 (domingo)

14h: Programa de 7 curtas

Classificação: 14 anos / Duração: 1:55

Na terra do Sol, de Lula Oliveira

Cega Seca, de Sofia Federico

Carreto, de Cláudio Marques e Marília Hughes

Carro de boi, de Nicolas Hallet

Memórias do Rio Cachoeira, de Victor Aziz

Maniçoba, de Paulo Hermida

Tragédia do Tamanduá, de George Neri

16h: Estranhos

De Paulo Alcântara. Brasil, 2009. Drama. 14 anos. 1:53. Um músico de rua, uma ex-prostituta e seu marido ciumento, dois ladrões, duas crianças e uma professora. Todos estranhos, todos no mesmo lugar.

18h: Bahêa Minha Vida

De Márcio Cavalcanti. Brasil, 2011. Documentário. Livre. 1:40. Longa metragem que evidencia que o BAHIA é mais que um clube, mais que paixão, loucura, amor. Quando um torcedor afirma: “Eu sou BAHÊA!”, não é no sentido figurado, é no literal. Ele é o clube e o clube também é ele. As vidas se misturam numa só.

20h: Quincas Berro D’água

De Sergio Machado. Brasil, 2010. Comédia. 14 anos. 1:44. Quincas é um boêmio convicto, apaixonado pela bebida, pelos fieis amigos cachaceiros e pelas alegres prostitutas da noite soteropolitana. Um homem feliz demais para aceitar que a sua morte venha a ocorrer justamente no dia do seu aniversário. E a poucas horas do que seria mais uma grande esbórnia comemorativa. Da mesma forma, seu alegre bando de amigos também se recusa a crer que Quincas tenha morrido antes da própria festa. Talvez, aquele cadáver não passasse de mais uma brincadeira do sempre brincalhão Quincas, quem sabe? Na dúvida, vamos todos à farra! Mesmo morto, nosso herói não vai perder a derradeira e definitiva “saideira”.

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