CICLO AMOS GITAI

Circuito SALADEARTE 10 Anos, a Embaixada da França no Brasil e a SECULT em parceria com Culture France recebem o diretor israelense Amos Gitai para um encontro com o público na SALADEARTE CINE VIVO. Uma mostra compõe um ciclo de seus filmes, com a exibição de Free ZoneAproximaçãoMais tarde você vai entender de 23 a 27 de setembro, sempre as 21 horas.

CICLO AMOS GITAI

De 24 a 28 de setembro de 2010

Na SALADEARTE CINE VIVO

Realização :

CIRCUITO SALADEARTE 10 ANOS

Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SECULT

CONSULADO GERAL DA FRANÇA

P r o g r a m a ç ã o – Mostra de Filmes

– Dia 24/09sexta 21:00 h – exibição de FREE ZONE

– Dia 25/09 sábado 21:00 h – exibição de  MAIS TARDE, VOCÊ VAI ENTENDER

(Plus Tard Tu Comprendras)

– Dia 26/09 – domingo 21:00 h – exibição de APROXIMAÇÃO (Dèsengagement)

– Dia 27/09 segunda 21:00 h – exibição de  MAIS TARDE, VOCÊ VAI ENTENDER

Ingresso: R$8,00 – Preço Único

– Dia 28/09terça 20:00 h – ENCONTRO COM AMOS GITAI

Atividade para convidados

O DIRETOR E SUA OBRA

Amos Gitai era estudante de arquitetura quando, em 1973, começou a guerra do Yom Kippur. Durante suas missões em helicóptero, começou a utilizar uma filmadora Super-8, tornando-se, em seguida, cineasta. Em cerca de quarenta filmes, Amos Gitai produziu uma obra extraordinariamente variada onde explora a história do Oriente Médio e a sua própria biografia através de temas recorrentes como o exílio e a utopia.

No final dos anos 1970 início dos anos 1980, Amos Gitai entrega vários documentários, entre os quais Journal de campagne (Diário de campanha). Neste período, ele defende um doutorado em arquitetura, na Universidade de Berkeley, Califórnia. Após a controvérsia gerada pela difusão de Diário de campanha, Gitai se instala em Paris, em 1983. Ali trabalha durante dez anos em documentários como Ananas (Abacaxi), uma visão sarcástica da cultura e da comercialização dos abacaxis pelas multinacionais. Também dá início à produção de ficções sobre o tema do exílio, como EsterBerlim-Jerusalém (Prêmio da Crítica no Festival de Veneza) e a trilogia do Golem.

No decorrer dos anos 1990, logo após a eleição de Yitzhak Rabin como Primeiro Ministro, Amos Gitai volta a Haifa. É o início do período mais fértil da sua carreira. Em dez anos, ele realiza cerca de quinze filmes, ficções e documentários. Devarim (1995) marca o seu retorno ao país e o seu reencontro com a luz e a geografia da cidade de Tel-Aviv. É a primeira parte de uma trilogia das cidades que prossegue com Yom Yom (Haifa) e Kadosh (sobre Mea Sharim, o bairro dos religiosos ortodoxos de Jerusalém). Este retorno ao país é também um olhar sobre sua própria história. Kippur (2000) é uma ficção inspirada nas suas lembranças da guerra. Seguem Éden (2001) e Kedma (2002), que remetem, ambos, à criação do Estado de Israel. Com Alila (2003), Amos Gitai volta ao presente do seu país e sonda a situação da sociedade israelense contemporânea através dos destinos cruzados dos moradores de um mesmo edifício. Terra prometida (2004) eFree zone (2005) são, da mesma forma, ancorados na atualidade do país e de toda a sua região. Eles formam as duas primeiras partes de uma trilogia sobre as fronteiras, numa zona onde sua definição e sua fixação constituem um dramático desafio. News from home/News from house (2006), sobre a zona oeste de Jerusalém e seus moradores, é o seu último documentário. Amos Gitai é regularmente homenageado com retrospectivas, recentemente na Espanha, no Brasil, na França (Centre Pompidou) e no Lincoln Center, em Nova York.  Em 2003, a Editora Gallimard publicou o seu livro Mont Carmel.

No filme, Free zone (2005), Rebecca (Natalie Portman), americana, vive em Jerusalém há alguns meses. Acabou de romper o seu noivado. Ela entra num táxi conduzido por Hanna (Hanna Laslo), uma israelense. Mas Hanna está a caminho da zona franca, na Jordânia, onde deve receber muito dinheiro do Americano, o sócio de seu marido. Mas quando chegam, Leila (Hiam Abbass), uma palestina, informa que o dinheiro sumiu.

De seu filme, Amos Gitai fala: essa zona franca existe de verdade. As pessoas dos países vizinhos vão lá para comprar carros. O que me interessa são esses espaços de liberdade onde pessoas de origens e de países diferentes podem se frequentar e fazer coisas juntos. Observar as pessoas da região entrarem em contato via atividades quotidianas, e não somente através de gestos políticos. Nós devemos entender que temos o direito de discordar e de estar em conflitos sem fazer a guerra a cada vez. Nós podemos guardar nossas diferenças de cultura, nossos idiomas. Nós podemos continuar discordando. Mesmo que tenha a paz, haverá conflitos. Mas, isso é a maturidade: discordar sem recorrer à força. Isso vale para as relações pessoais e para as nações.

Free zone participou do Toronto International Film Festival e da Seleção oficial doFestival de Cannes em 2005 onde Hanna Laslo venceu o premio de interpretação feminina.

Mais tarde você vai entender (Plus tard tu comprendras, 2008) acontece em Paris nos dias de hoje. Victor (Hippolyte Girardot), quarenta anos, recolhe-se diante de um muro em memória dos deportados. Cerca de vinte anos antes, em um apartamento entulhado de inúmeros objetos, barganhados em feiras durante toda uma vida, Rivka (Jeanne Moreau) prepara uma refeição para uma conversa com Victor, seu filho. Da televisão, ouve-se distintamente o início do processo de Klaus Barbie, o testemunho de uma sobrevivente. A emoção de Rivka, contida, é, entretanto, palpável. No escritório de Victor, a rádio também divulga o processo. Ele está mergulhado em numerosos documentos, tentando colocar certa ordem na história familiar.

Amos Gitai trata o holocausto via a historia de uma família, os laços complexos entre uma mãe e seu filho, e se questiona sobre o trabalho de memória, a transmissão, a herança. Ao adaptar o livro de Jérôme Clément, ele assina um filme sensível no qual faz do silêncio uma virtude, o não dito, assim respeitando a vontade de sua heroína. Aos seus netos, com poucas palavras, Rivka conta a deportação e a morte de seus ancestrais e, os faz prometer que lutarão contra as discriminações, os ancora no futuro, sem o peso do passado. Mais tarde você vai entender participou da Berlin International Film Festival e doToronto International Film Festival em 2008.

Instalada na França, Ana (Juliette Binoche) encontra Uli (Liron Levo), o seu meio-irmão israelense, que chega ao hexágono, pois seu pai acaba de falecer. Ela decide voltar a Israel com ele, em busca da filha que ali abandonou ao nascer, há vinte anos. Ambos viajam de carro, de trem e de navio, atravessando fronteiras, da Europa ao Oriente Médio. Eles acabam por chegar em meio à agitação e à intensa emoção da retirada das tropas israelenses de Gaza. Em Aproximação (Désengagement, 2007), Amos Gitai mostra o encontro de um israelense e de uma palestina que não é baseado no conflito. Nesse filme, o objetivo é de atravessar as fronteiras, de reunir as pessoas que parecem ser completamente estranhas uma para as outrasAproximação participou da Bienale de Venezia e do Toronto International Film Festival em 2007.

Anúncios

Um comentário em “CICLO AMOS GITAI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s